sábado, 3 de setembro de 2016

T2/E6 - SECRETS (Segredos)



34) ALIMENTANDO O VAZIO
O comentário que vou fazer agora não seria considerado tão erro assim e é possível que você nem vá entender aonde quero chegar, mas vou fazer o possível para explicar bem, pois até eu não sei como convencer meu ponto de vista.
Megan quebra a perna de galinhas e as jogam aos zumbis no celeiro. Como isso seria possível? Em todos os episódios e isso se estende até o decorrer da série e que tenho certeza que irá até o fim (se tiver fim exato), não vemos milhares de zumbis andando aleatoriamente para qualquer lugar? Nem sempre eles irão encontrar carne viva. Como eles teriam forças, já que não se alimentam, poderia ser explicado pela série, já que o cérebro deles continua ativo. Seria como se o cérebro fosse a força motora sem fim, por isso que eles só morrem literalmente se esmagar a cabeça.
Pensando por esse lado e sendo eles um depósito seco ambulante que podem até ficar sem comida armazenada no estômago, então, por que explicar que uma personagem precisava dar de comer?
Daí vocês defenderiam, e nisso concordaria com vocês, que são OS personagens que pensam errado, não os escritores. Aliás, a prova para isso é a de que vemos somente cabeças “vivas”. Aí sim, cairia por terra a teoria de que eles não precisam de comida.
PORÉM, por mais que os escritores tenham feito isso e que sejam OS personagens quem pensavam assim, querendo ou não, foram OS escritores quem escreveram isso, logo, ELES quiseram explicar isso. E notem que isso ainda é o começo da série, já que a primeira temporada teve irrisórios 6 episódios (isso lá é temporada! 6 episódios! Parece aquilo que a Globo chama de suas séries de 5 episódios de… série). Se é o começo da série, não sei por que algo me diz que esse ponto de vista não era somente dos personagens, mas também dos escritores.
Como eu disse, provavelmente não é erro, mas esta cena deu esse estalo em minha mente desde a primeira vez que vi.
35) “NÃO GASTE BALAS! NÃO FAÇA BARULHO!”
Outro erro que poderíamos tolerar. Shane ensinando Andrea a atirar. Se eles evitavam atirar para chamar a atenção de mortos-vivos, por que atirar, quando o som de um tiro percorre distâncias incalculáveis, inclusive no local que eles estavam alojados: entre serras. E quanto às balas? Gastando balas à toa quando precisa economizar?
Diferente do comentário do item anterior, em que podíamos dizer que isso era um pensamento dos personagens, não dos escritores, ainda assim, devemos levar em conta que os escritores pensam no que vão fazer.
Mesmo que se diga que eram os personagens praticando tamanha burrice, no item anterior quem praticou o ato de alimentar os magrelos fedidos, o que podemos tolerar, eram os inexperientes moradores da fazenda. Mas neste item quem está cometendo tal burrice são os dois mais espertos do grupo, especialmente Shane.
Enfim, os personagens principais tomando cuidado em economizar balas e evitando fazer barulho, de repente fazem as duas coisas proibidas? Ficou um pouco contraditório.
36) O SILÊNCIO VOLTOU!
Comentários repetitivos podem ter certeza que terá bastante, pois como sempre gosto de frisar mesmo a cena sendo parecida, trata-se de outro momento e muito provavelmente outro episódio. Quanto mais repetitivo, pior para os escritores. Comentários como o que farei logo abaixo vocês poderão encontrar parecidos nos itens 3, 22 e 33.
Megan e Glenn estão em um supermercado. O silêncio é total. De repente surge um errante do outro lado da estante e agarra a moça. Também sempre gosto de repetir que cenas assim são para garantir o suspense e te pegar de jeito, o que eu quase poderia chamar de o velho e bom clichê. Nem por isso escapa de minha observação. Mesmo que o infeliz atacasse de surpresa, deveria pelo menos serem ouvidos seus passos (que não vão andar sorrateiramente) outro barulho qualquer, mas principalmente… seus gemidos. E vejam que interessante! Foi só ele pegar o braço de Megan e o bicho aprendeu a gemer??? Pela velha e boa cena de suspense ou não, cena forçada, não acham.
37) O PRÊMIO É MEU!!! EU VI PRIMEIRO!!! SAI!!! SAI!!! SAI!!!
Comentários a ver com o que se seguirá abaixo vocês podem ver nos itens 4, 5, 6. 11, 15, 16, 19, 24, 25, mas como são muitos, olhe pelo menos somente um, o DEZ.
A porta do armazém em que Shane e Andrea está se encontra abaixada, mas dá para passar se abaixando. A semelhança desta cena com todas as outras supracitadas está em duas coisas: inteligência e coordenação motora. Um dos carnes podres se abaixa numa velocidade impressionante e entra no armazém. Pra falar a verdade, nem parecia ser um zumbi praticando tal ato, mas sim uma pessoa normal.
Até onde sabemos, os zumbis não pensam tanto assim, mas como se trata de pegar comida, não precisa pensar, basta ir atrás que aprenderá a atravessar obstáculos.
Mas… com coordenação motora tão ágil?
Forçado também, não?

domingo, 14 de agosto de 2016

T2/E5 - CHUPACABRA (Chupacabra)



33) O PORTAL MÁGICO
Nos últimos segundos deste episódio, Glenn vai até o estábulo para transar com Meg. O erro que detectei nesta cena não é lá tão grande, mesmo assim, há de se pensar na probabilidade. Ele mexe no cadeado da porta e ainda bate na madeira. Silêncio total. Em seguida, ele sobe no estábulo e ao chegar na parte de cima e entrar, os barulhos de zumbis começam a tomar conta do recinto. Ué? Como foi isso? Ele bateu na porta e silêncio absoluto. Só quando ele chega lá em cima (que por sinal, nem barulho faz), os zumbis começam a se assanhar. Ok! Temos não somente a lanterna como o fato de o movimento de seu corpo fazer com que seja perceptível, entretanto, a lanterna ele liga depois; seus movimentos ainda não são tão visíveis pela “manada de fedorentos” lá de baixo, pois Glenn ainda está entrando por cima. Como é que os “carnes podres” se assanharam sem quase saberem que alguém apareceria ali, mas não se assanharam com as batidas na porta? Daí os fanáticos da série alegariam que eles não ouviram e que estavam ali dentro, portanto, o que estava de fora fica imperceptível. É mesmo? Vamos nos ater a somente um detalhe… é um estábulo. Esse tipo de local não é de parede de tijolos e argamassa, é de madeira. E geralmente as paredes não são totalmente lacradas entre uma viga e outra. Existe espaço não somente para o ar, mas inclusive para se ver do outro lado, LOGO, o barulho lá fora seria quase o mesmo que lá dentro, não acham? A prova definitiva de possível erro é que após os bichos virem Glenn no alto, a mesma porta com o cadeado que ele mexeu começa a ser sacolejada pelos "irritadinhos". O barulho lá em cima e eles mexem na porta? Isso faz sentido? Glenn mexe no cadeado e nenhum dos condenados percebe. Glenn aparece de cima e eles mexem na porta. Isso faz sentido? Poderia ser que a cena do silêncio quando Glenn mexe no cadeado seria como se esse silêncio para nós, telespectadores, fosse para ter a mesma sensação do rapaz. Sei também que a cena foi feita para alimentar o suspense. Mas nada me impede de criticar esse silêncio, cujo barulho só ocorre quando ele começa a entrar. É um portal mágico? Basta você atravessar que entra em outro mundo? Isso é TWD, não Nárnia.

sábado, 23 de julho de 2016

T2/E4 - CHEROKEE ROSE (Rosa Cherokee)



32)      “SE ESSA COISA NÃO CONTAMINOU A ÁGUA AINDA, ESTOURANDO OS MIOLOS DELE VOCÊS ACABAM FAZENDO ISSO”
Apesar de nesta fala haver uma justificativa para a dúvida de a água do poço não estar contaminada, mas não isenta o possível erro da cena. Esta fala ocorre quando o pessoal tenta tirar um “balofo morto andante” do poço. A condição do “se” demonstra uma hipótese, uma dúvida, mas quando assisti esta cena a primeira vez, justificado ou não a cena pela fala de Andrea, eu não me convenci pelo ato que os personagens fizeram. Parafraseando o antigo Telecurso 2000, vamos pensar um pouco: 1) Se um morto-vivo caiu ali, é óbvio deduzirmos que ele se feriu. Ou será que ele é de aço e não feriu nenhum pedaço na pele? Pensando por esse lado, a água já estaria contaminada, concorda? 2) E se foi um vivo que caiu e morreu ali na queda ou tempos depois? Tempos depois provavelmente não, pois ele gritaria por socorro. Ou talvez não conseguisse gritar. De qualquer jeito, ainda não salva o corrido, pois um vivo cairia no poço? Tem que ser beeem ceguinho ou descuidado a extremo, “né”? Já um morto que não entende o panorama ao seu redor, nem precisa comentar. 3) A prova definitiva de erro. As próprias palavras de Andrea que servem para justificar o erro, logo em seguida comprometem a situação. Ela complementa que o balofo do poço está até com guelras. Tais palavras foram para deduzir que faz tempo que ele provavelmente está ali. Fazendo tempo que está ali a ponto de criar guelras, ainda se questionam se a água contaminou? Brincadeira, né? 4) A 4ª observação é consequência da 3ª. Devido a explicação das guelras para indicar longo tempo… quanto aos moradores da fazenda? Nenhum deles notou um “Nhonho ressuscitado” ali dentro esse tempo todo? Só agora que a turma de Rick apareceu é que perceberam? Meio forçado essa linha de pensamento, “né”?